CONFRARIA DO

BUCHO RECHEADO DE PEDRÓGÃO GRANDE

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História


Bucho Recheado de Pedrógão Grande

O Bucho Recheado de Pedrógão Grande tem usos festivos diversos, percursos variados e algumas alterações decorrentes da maior ou menor escassez de alimentos da população que está na sua criação e origem.

É considerado historicamente um prato típico do Carnaval, a época festiva que sucedia ao Natal, altura em que acontecia a matança do porco.
 Para facilitar a conservação eram salgadas as carnes, e feitos os enchidos, fumados à lareira. Por altura do Carnaval utilizavam-se os enchidos fumados e dessalgavam-se as carnes que, em conjunto com outras carnes de produção caseira, eram confecionadas e serviam para rechear o bucho do animal, previamente lavado e fumado no caniço.

Apesar de ser reconhecido como elemento essencial da gastronomia beirã, não foram encontrados registos históricos escritos do Bucho Recheado de Pedrógão Grande. Sabe-se, pela análise em retrospetiva das entrevistas realizadas aquando da criação desta Confraria que, já no século XIX, era confecionado pelas gentes do concelho, podendo, no entanto, a sua origem ser anterior à data apontada.

Atualmente é reconhecido como um enchido tradicional inconfundível, representativo da identidade gastronómica da região e revelador da história das gentes que lhe deram origem.

O Bucho pode servir-se como prato quente ou frio, como refeição principal ou como entrada.

A Confraria

Criada a 17 de Maio de 2016, esta Confraria tem por objeto a  promoção, divulgação, certificação, valorização e defesa cultural e gastronómica do produto regional "Bucho Recheado de Pedrógão Grande".

A Receita

Lava-se o bucho com sal e limão e limpam-se as peles do seu interior.

Cozem-se, em água e sal, o entrecosto e o toucinho.

Faz-se um refogado com azeite, alho, cebola, louro, tomate, pimentão-doce e piripiri e adicionam-se as restantes carnes de produção caseira (e.g. porco, galinha, cabrito, vaca, coelho). Deixa-se estufar por bastante tempo, até as carnes estarem bem cozinhadas e poderem ser desfiadas facilmente à mão.

Numa taça juntam-se as carnes, o chouriço picado,o presunto desfiado, a salsa picada, o sumo de limão e os ovos, para ligar. Incorpora-se o pão, partido em pedaços e amolecido no molho do refogado das carnes, até ficar uma massa de consistência média.

Recheia-se o bucho e cosem-se as aberturas com agulha e linha. Unta-se o bucho com banha e pica-se com uma agulha. Vai ao forno a 200ºC até estar assado.

Pedrógão Grande


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Igreja Matriz

Também conhecida por Igreja de Nossa Senhora da Assunção, data de meados do século XII ou inícios do século XIII, contando com cerca de oito séculos de existência. Ao longo deste tempo sofreu diversas obras de requalificação e restauro. Uma vez transposta a porta principal, é impressionante a dimensão do monumento, com as suas três naves sustentadas por dez colunas encimadas por capitéis jónicos.
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Albufeira do Cabril

Inaugurada a 31 de julho de 1954 a Barragem do Cabril, sobre o rio Zêzere, permitiu criar uma albufeira que é, à data, uma das maiores reservas de água doce do país. Local de eleição para a prática de pesca desportiva ao achigã e de desportos náuticos, serve também de sede ao Clube Náutico que disponibiliza aos visitantes a utilização de diversas embarcações de recreio.
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Ponte Filipina

Construída no século XVII, durante a dinastia Filipina, foi até 1954, ano de inauguração da Barragem do Cabril, a única ligação entre Pedrógão Grande e Pedrógão Pequeno. Construída integralmente em granito, tem um tabuleiro calcetado de aproximadamente 72 metros de comprimento. Considerada Monumento Nacional, foi classificada como Imóvel de Interesse Público em 1982, pelo que atualmente não é permitida a sua travessia em veículos motorizados.
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Praias Fluvias

A Praia Fluvial do Mosteiro é banhada pela Ribeira de Pera, situando-se no centro dessa Aldeia de Xisto. Rodeada pelo verde da natureza tem um enorme relvado com sombras e um pequeno riacho com uma cascata. 
A Praia Fluvial de Mega situa-se na pequena aldeia de Mega Fundeira, num espaço acolhedor servido por um pequeno bar que funciona num antigo moinho.
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Igreja da Misericórdia

Património cultural da Santa Casa da Misericórdia de Pedrógão Grande, a sua construção remonta a finais do séc. XV, acolhe um interessante espólio de arte sacra do qual se salienta o retábulo sobre o “Milagre dos Santos” e sete retábulos distintos da “Paixão de Cristo”.
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Penedo do Granada

Com uma vista privilegiada sobre o Vale do Zêzere, serviu de inspiração a Luiz Vaz da Camões. Incluído num dos mais bonitos percursos pedestres da região, fica a meio caminho do percurso de acesso à Ponte Filipina, bem como do acesso à foz da Ribeira de Pera.

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